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Dona de buffet que associou clientes a furto já respondeu por receptação

Documentos judiciais revelam prisão em flagrante por caminhonete roubada em 2013; processo acabou arquivado por prescrição dez anos depois.

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A empresária Cintia Cristina de Sá, proprietária da empresa de buffet Sabor Brasileiro em Grajaú, possui histórico na polícia por receptação de veículo roubado após aparecer em vídeo zombando de clientes por preferências políticas. A gravação, divulgada em redes sociais na reta final da disputa eleitoral, gerou indignação entre consumidores da cidade.

Documentos da Justiça do Maranhão mostram que a Polícia Civil prendeu Cíntia em flagrante em dezembro de 2013. Na ocasião, investigadores localizaram uma caminhonete Toyota Hilux com registro de roubo em Açailândia guardada na residência da empresária, na Vila Tucum, após rastreamento por sinal de satélite.

O inquérito policial tramitou na comarca de Grajaú sob o número 0003450-30.2013.8.10.0037. Em fevereiro de 2023, a juíza titular Nuza Maria Oliveira Lima extinguiu a punibilidade de Cíntia e determinou o arquivamento definitivo do caso, atendendo a parecer do Ministério Público Estadual que confirmou a prescrição do delito por falta de julgamento em prazo superior a oito anos.

A revelação dos autos públicos ocorre após Cíntia aparecer em vídeo ao lado da empresária de moda Vanuza Latão na Churrascaria Nacional, onde ambas estavam apenas como clientes. Na gravação compartilhada nas redes, as duas zombam do uso de peças vermelhas e insinuam risco de sumiço de canecas e utensílios das mesas.

Na mesma semana, o proprietário do bar Chopp Agnes, Ronaldo Nunes do Nascimento Sousa, também gravou uma postagem comemorando o fim de uma carreata partidária e acusando frequentadores habituais de levarem copos e talheres. Juristas ouvidos pela reportagem alertam que atribuir crimes a consumidores e ameaçar constrangimento no comércio configura prática abusiva ilegal, passível de indenização por dano moral individual e Ação Civil Pública coletiva.

O caso provocou forte reação popular no município. Moradores apontaram incoerência nas insinuações públicas feitas pelos comerciantes e cobraram fiscalização dos órgãos competentes contra atos de discriminação ideológica no setor de serviços.

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